Foto: Aires Mariga/Epagri
Os meses de março, abril e maio de 2026 devem registrar temperaturas acima da média em Santa Catarina, segundo a previsão climática trimestral elaborada pelo Fórum Climático, com participação da Epagri/Ciram. A expectativa é de um outono com clima, em grande parte, agradável, mas com períodos de calor mais intenso no início da estação e atenção redobrada para eventos extremos.
De acordo com os meteorologistas, março será marcado pela atuação frequente de massas de ar quente, com dias consecutivos de temperaturas elevadas, inclusive durante a noite. Já no final de março e, principalmente, ao longo de abril, começam a ocorrer episódios de frio durante a madrugada e o amanhecer, com possibilidade de geada nas áreas mais altas do Planalto Sul. As massas de ar frio mais intensas e abrangentes devem chegar apenas a partir de maio.
Em relação à chuva, a previsão indica volumes próximos a abaixo da média no Oeste catarinense. Nas demais regiões do estado, os acumulados devem ficar dentro da média climatológica. O destaque vai para o Litoral, onde podem ocorrer episódios localizados de chuva intensa, com altos volumes em curto intervalo de tempo, especialmente no mês de março.
O período de transição entre o verão e o outono segue apresentando risco de temporais, com raios, granizo e ventos fortes. Além disso, a partir de março, aumenta a frequência de ciclones extratropicais atuando no litoral do Uruguai, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, provocando vento intenso, mar agitado, ressaca e risco para a navegação. Para o outono de 2026, há indicativo de maior ocorrência desses sistemas próximos ao Sul do Brasil.
Do ponto de vista climático, a média histórica mostra que, em março, as chuvas típicas de verão diminuem gradualmente, enquanto as frentes frias passam a atuar com mais frequência, concentrando boa parte da precipitação no estado. Em abril e maio, os volumes de chuva tendem a cair ainda mais.
Sobre as condições oceânicas, o início de 2026 foi marcado por águas mais frias no Pacífico Equatorial, associadas a uma La Niña fraca. No entanto, os dados mais recentes indicam o retorno à neutralidade, condição que deve se manter durante o fim do verão e ao longo do outono. Os meteorologistas seguem monitorando o aquecimento das águas do Pacífico, que pode evoluir para um El Niño na primavera, com possíveis impactos no clima catarinense.
A recomendação é acompanhar diariamente os avisos e atualizações meteorológicas, especialmente em períodos de instabilidade, para reduzir riscos e prevenir danos.


