Fotos: Leonardo Ferreira/Fapesc
Uma empresa de Santa Catarina criou uma solução inédita para acelerar a reciclagem do poliestireno expandido (EPS), conhecido como isopor, material que pode levar até 500 anos para se decompor na natureza. Com apoio do programa Impulsiona SC, da Fapesc, a empresa Resume, de Palhoça, desenvolveu uma tecnologia de reciclagem química do EPS.
O processo usa um solvente orgânico que transforma o material sólido em líquido, permitindo reaproveitá-lo como matéria-prima para novos produtos, como molduras, rodapés, solas de sapato, embalagens, pranchas de surf e telhas. Além disso, o material reciclado tem qualidade próxima à matéria-prima original e custa cerca de 55% do valor de mercado.
No Brasil, são produzidas mais de 100 mil toneladas de EPS por ano, mas apenas 34,5% são recicladas. O material não é biodegradável, mas pode ser totalmente reciclado. Um dos principais desafios é o transporte, já que o EPS ocupa muito volume, além da baixa qualidade do material descartado.
A Resume foi fundada em 2002 a partir de um projeto da UFSC e atua com logística reversa e reciclagem de EPS. Com os recursos recebidos em 2024, a empresa conseguiu avançar mais rapidamente no desenvolvimento da nova tecnologia, tornando o processo mais eficiente e econômico.
Segundo o coordenador do projeto, Carlos Eduardo Sarkis, o uso do solvente também melhora a logística, pois reduz o volume do material, facilitando o transporte e diminuindo custos. Outro benefício é a separação mais fácil de impurezas, como restos de alimentos e etiquetas, garantindo um produto final de melhor qualidade.
O presidente da Fapesc destacou que o apoio a projetos como esse busca resolver problemas reais da indústria e da sociedade, incentivando a inovação em Santa Catarina.
Os interessados na nova edição do programa Impulsiona SC têm até sexta-feira, dia 20, para enviar propostas. O edital prevê R$ 10 milhões para apoiar projetos inovadores de startups e empresas, com até R$ 200 mil por proposta. Podem participar empresas com pelo menos um ano de atuação e faturamento anual de até R$ 1,2 milhão, nas áreas como tecnologia, saúde, energia, saneamento e resíduos.


